Chamado mundial aos povos indígenas e originários, ambientalistas, ecossocialistas, lutadorxs por nossos bens comuns e defensorxs de uma mudança no sistema e da justiça climática

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Cúpula dos Povos em dezembro de 2017, Buenos Aires

Chamado mundial aos povos indígenas e originários, ambientalistas, ecossocialistas, lutadorxs por nossos bens comuns e defensorxs de uma mudança no sistema e da justiça climática, diante da reunião da Organização Mundial do Comercio (OMC) em Buenos Aires, em dezembro de 2017.

Nos dias 10 a 13 de dezembro de 2017, acontecerá na cidade de Buenos Aires a XI Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), onde se aprovarão medidas para aprofundar a agenda de “livre” comercio. A OMC representa os intereses das empresas do grande capital transcional e não os Direitos nem as necessidades dos povos. Em nossa Região, temos atravessado vinte anos de tratados de “livre” comercio (TLC) com efeitos nefastos de desreguilação e avanço dos privilégios corporativos sobre nossos povos, nossos territórios e nossos bens comuns, além de aprofundar as crises energéticas e climáticas que colocam em perigo a manutenção da vida no Planeta.

Agora é necessário redobrar esforços para alimentar este novo ciclo de lutas que continuará no próximo ano, já que a agenda neoliberal que será imposta em dezembro de 2017 se aprofundará na Cúpula do G-20, na Argentina, em novembro de 2018. A luta contra a OMC é global e podemos reconstruir uma história de mobilizações e articulações de organizações e redes sociais, sindicais, de Direitos humanos, de mulheres, LGBTIQ, territoriais, indígenas, estudantis, políticas, campesinas e anti-extrativistas.

Como pensamos e articulamos nos debates de numerosas organizações locais, regionais e globais, estaremos construindo a Cúpula dos Povos, que se realização durante uma semana de ação em dezembro. Essa Cúpula é um chamado à resistência contra o “livre comércio” e pela construção de alternativas sistémicas que busquem outras formas de relação com a natureza.

E neste marco, chamamos a protagonizar uma Grande Assembleia mundial dos povos, indígenas, originários, ambientalistas, ecossocialistas, lutadorxs por nossos bens comuns e defensorxs de uma mudança no sistema e pela justiça climática, onde possamos sentir e pensar estratégias para enfrentar a agenda de mercantilização da natureza, destruição da Terra e privatização da vida. Este é um espaço para avançar em uma articulação continental e mundial contra o extrativismo em suas diferentes expressões e em defesa da vida. A luta contra a OMC não apenas deve ser global mas também trazer em seu programa uma estratégia de transição para uma nova sociedade em paz, com justiça social e ambiental, harmonia entre a humanidade e a natureza buscando o Bem Viver.

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