Querem calar Isa Penna

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Coordenação Nacional de Mulheres da Insurgência

Nessa quinta-feira (16) a vereadora e militante da Insurgência Isa Penna, que assume o mandato por 30 dias durante a licença do vereador Toninho Vespoli, foi empurrada e xingada de “vagabunda” e “terrorista” por Camilo Cristófaro, vereador pelo PSB, no elevador da Câmara Municipal de São Paulo. Ele ainda ameaçou-a dizendo que ela não deveria ficar surpresa se “tomasse uns tapas na rua”. Uma sindicância será instaurada por quebra de decoro e a vereadora já prestou queixa perante a Polícia Militar do Legislativo e também na delegacia.

O vereador em questão, eleito pela primeira vez em 2016, tem um histórico que não conta a seu favor: já foi desde comissionado do governo do Paulo Maluf em 1993 até chefe de gabinete da presidência da Câmara em gestões do PR e PT nos anos 2000. Teve suas contas eleitorais rejeitadas por não conseguir provar a origem de doações e foi citado na CPI que investiga os grandes devedores de São Paulo em depoimentos como um dos beneficiários do esquema da Máfia do ISS. Tem como principal pauta o combate à “indústria da multa” e propõe a desativação parcial das ciclovias.

Agora, volta-se contra nossa vereadora.

A ação de Cristófaro é uma clara reação à fala que Isa fez no plenário no dia anterior se posicionando de forma contrária à Reforma da Previdência e acusando os vereadores de, em sua maioria, não representarem os reais interesses do povo naquele espaço.

Sabemos que as mulheres, e principalmente as mulheres jovens, incomodam aqueles que entendem a política como um espaço restrito aos homens brancos e ricos. A simples presença de vereadoras como a Isa Penna e a Sâmia Bomfim na Câmara é, em si, uma afronta aos conservadores, que além do machismo vêem nas companheiras a representação de tudo que eles combatem. E é por isso que lá estamos. Porque o PSOL é o partido que pode fazer os reais enfrentamentos à ordem e aos retrocessos propostos por Dória e seus aliados, porque a Câmara de São Paulo precisa de vereadoras militantes e feministas que denunciem esse tipo de abusos e mostrem que a política é também lugar para as mulheres, porque é ocupando os espaços da institucionalidade e travando os enfrentamentos tão necessários à classe trabalhadora que mostramos que não seremos silenciadas.

Toda solidariedade à companheira Isa Penna, por uma política sem machismo e sem violência! Não Passarão!