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Com Bolsonaro, não dá mais para respirar! Fora, genocida!

Tirar Bolsonaro do poder é a única garantia para a vacinaçãoe para o oxigênio dos doentes, para o combate ao desemprego, para manter e aumentar a renda, para impedir mais pobreza, miséria e devastação.

· Nacional,PSOL

Derrotar Bolsonaro e forçá-lo a desapear do governo é a única garantia para a vacinação e para o oxigênio dos doentes, para o combate ao desemprego, para a manutenção e novo aumento da  renda, para reduzir a pobreza, a miséria e a devastação ambiental. Ou seja, o Fora Bolsonaro é condição de sobrevivência para qualquer projeto civilizatório para o Brasil.

As imagens da primeira pessoa vacinada no Brasil, a enfermeira Mônica Calazans, mulher, negra, trabalhadora da Saúde de São Paulo, foram um sopro de esperança, um alento importante num 2021 começou com sinais de tragédias ainda maiores que as do inesquecível 2020. Pois 48 horas antes do início da vacinação, éramos tomados pela tristeza e indignação diante das mortes e do desespero de familiares de doentes em Manaus, por falta de leitos e do básico oxigênio.

Uma ideia simples precisa ser repetida a exaustão: não se trata “apenas” de um governo incompetente, que não planeja. Bolsonaro, Pazuello e todo o governo são mais que incompetentes, são sabotadores da saúde, do bem-estar e da vida da população. Antes fossem apenas incompetentes. O negacionismo em relação à pandemia se concretizou num assassinato em massa, mais de 200 mil mortos e 8 milhões de brasileir@s infectados pelo coronavírus, quadro agravado pelo colapso anunciado há mais de um ano: falta de seringas, falta de oxigênio, falta de leitos, desprezo pela vacina (que os impediu de planejar as compras externas), ausência de um plano nacional de vacinação crível – porque simplesmente ainda não temos vacina para todos.

Desavisado ou otimista, alguém pode ter esperado que o presidente se relocalizasse depois do parecer da Anvisa (que não só aprovou duas vacinas par uso emergencial, como reiterou que não existe o tal “tratamento preventivo” defendido por JB, militares e governistas em geral) e do início da vacinação em SP. Até por razões de popularidade, poderia se esperar que um governo racional colocasse o ministério a serviço e acelerar a imunização. Nada disso, nenhum gesto. O ministro improvisou no mesmo domingo uma coletiva para atacar o governador de São Paulo. O genocida presidente, após ficar umas 24 horas calado, volta a fazer declarações criminosas defendendo o tal "tratamento precoce" (a cloroquina), enquanto as redes sociais de ultradireita não cessam de divulgar todo tipo de questionamento à necessidade de vacinação. É uma nova onda de crimes de responsabilidade saindo da boca do lunático-chefe e seus seguidores.

De qualquer forma, o governo acusou o golpe e encarou o parecer da Anvisa e o início da vacinação como uma tremenda derrota. E de fato foi. Em meio a tanto descalabro, o 17 de janeiro foi um dia de vitória da ciência, da vida, de alívio e de derrota dos mensageiros da morte. Mas ainda é apenas uma luz no fim do túnel. Há uma caminhada dura a ser trilhada para sairmos deste destes tempos sombrios.

Os enormes desafios de 2021

O ano começou com uma nova fase da gravíssima articulação de crises, que vão aprofundar as mazelas da desigualdade social: (a) A crise sanitária, que tem momento de alta em todo mundo e no Brasil em particular, com o aparecimento de novas variantes do Sars-Covid 2, com novo salto no número de infectados e mortes, tudo isso associado à total ausência de um plano de vacinação e de logística séria para a distribuição das vacinas, das quais nem se têm garantia porque o governo não pensou antecipadamente em comprar para os lotes iniciais. (b) A retração da atividade econômica global e brasileira, com descrecimento provável do PIB mundial em 4,5%, mais ou menos o mesmo que os -4,5% previstos para o Brasil. Isto provoca, num país pobre e desigual como o nosso, números recordes de desemprego e queda de renda, sem que o governo tenha qualquer política de reconstrução econômica que não seja a cantilena neoliberal das reformas para diminuir o "o custo Brasil" e as privatizações. (c) O fim do auxílio emergencial, que vai devolver dezenas de milhões de brasileiros para baixo das linhas da pobreza e da miséria. (d) A inflação do preço dos alimentos.

Não sabemos se este agravamento do quadro econômico-social vai produzir uma mobilização capaz de apressar a remoção dos genocidas do poder. É preciso levar em conta que projetos fascistas e autoritários como o de Bolsonaro e suas hordas se alimentam do desespero e do caos. Tem sido assim historicamente.

No entanto, também para o bolsonarismo há o risco de mudanças abruptas no humor e na percepção popular sobre seu governo, que em tempos de muita crise podem ocorrer. Uma pesquisa da XP Experts divulgada em 16 de janeiro (ou seja, feita antes da crise de Manaus e do início da vacinação) mostraram a maior oscilação para baixo da popularidade de Bolsonaro desde o início da série desse instituto (novembro de 2018). E não custa lembrar que o projeto autoritário bolsonarista começa o ano mais isolado devido à derrota do trumpismo e seus extremistas aventureiros nos EUA.

Resta saber se o Congresso Nacional vai continuar deitado em berço esplêndido diante da crise, sensibilizado apenas pela disputa da próxima Presidência das casas, depois de Rodrigo Maia ter sentado em cima de dezenas de pedidos de impeachment. Registre-se neste terreno a correta decisão do PSOL em lançar a candidatura de Luiza Erundina no 1º turno das eleições na Câmara, exatamente para alertar para a dramaticidade da crise e afirmar a tão necessária proposta do impeachment.

Organizar a esperança e pensar na reconstrução do país

São momentos de desafios emergenciais e também daqueles de mais longo prazo. A esquerda socialista e o nosso partido estão chamados a apresentar um projeto de verdadeira reconstrução do Brasil, sob outras bases e focado num modelo alternativo de desenvolvimento. Isto não é uma abstração. O caso da saída da Ford do Brasil coloca a disjuntiva entre aceitar a pressão pela redução de direitos trabalhistas e sociais, ou apostar nua estratégia, num modelo de nova matriz produtiva. As plantas da Ford deveriam ser assumidas pelo Estado e se voltarem para uma produção focada em veículos para o transporte coletivo e híbridos. O Brasil precisa de um projeto nacional que coloque a solidariedade, a educação, a cultura, o combate à ignorância, ao preconceito, ao fundamentalismo, ao negacionismo no centro de uma batalha de ideias.

Mas para isto precisamos de uma agenda nacional mobilizadora e emergencial que, combinada com o Fora Bolsonaro, dê respostas às mazelas sociais e concretas da crise como ela se apresenta neste ano:

  • Vacinação já e gratuita para todos, com plano nacional de imunização
  • Investimentos emergenciais na Saúde e no SUS para a compra de vacinas, insumos, contratação de mais profissionais. Manutenção do orçamento de guerra, para garantir fortes investimentos na Saúde.
  • Volta imediata do auxílio emergencial durante a pandemia. Estados e municípios têm que aprovar auxílios emergenciais, seguindo exemplos como o da prefeitura de Belém, do PSOL, que aprovou renda emergencial na capital logo no início da gestão
  • Abertura de crédito barato para micros, pequenas e médias empresas para a manutenção de empregos
  • Reforma tributária progressiva, taxação das grandes fortunas
  • Congelamento dos preços dos alimentos, aluguéis, tarifas e combustíveis;
  • Investimentos em infra-estrutura para criação de empregos em saneamento básico, moradia, escolas, creches e hospitais
  • Plano de transição energética por uma nova matriz produtiva. Investimentos num plano de emergência climática que retome investimentos na fiscalização e no combate ao desmatamento; incentivo técnico e financeiro ao desenvolvimento e à utilização de fontes de energia limpa, renovável e de baixo impacto ambiental; reforma agrária agroecológica
  • E, acima de tudo, Fora Bolsonaro!
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