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Comércio de armas: EUA dominam, China cresce

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No ano passado, o negócio das armas continuou a aumentar. 25 grupos económicos fizeram negócios no valor de 297 bilhões de euros.

Esquerda.net, 8 de dezembro de 2020

O Sipri, Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo, divulgou esta segunda-feira o seu relatório anual sobre o comércio de armas. Segundo este, as 25 grandes empresas do setor ao nível mundial aumentaram 8,5% o volume de negócios em 2019. O volume total de negócios foi assim de cerca de 297 mil milhões de euros.

A fatia maior continua nas mãos dos norte-americanos cujas empresas detêm 61% das vendas destas grandes empresas. Segue-se a China com 15,7%. Se os EUA conseguem ter seis empresas no grupo das dez maiores, cinco das quais nos cinco primeiros lugares (Lockheed Martin, Boeing, Northrop Grumman, Raytheon e General Dynamics), a China tem agora já três: AVIC em 6º lugar, CETC em 8º e Norinco em 9º. Para além delas, também a China South Industries Group Corporation no 24º lugar se destacou com um crescimento de 4,8%.


A China está em crescimento no negócio das armas. A receita deste negócio cresceu neste país 5% num ano. A diretora do programa de armamento e gastos militares do Sipri, Lucie Béraud-Sudreau, explica à agência noticiosa AFP que "este aumento corresponde às reformas de modernização do Exército Popular de Libertação desde 2015".

Por sua vez a Europa apenas tem uma empresa no grupo das dez maiores: a BAE Systems da Grã-Bretanha que ocupa a 7ª posição. Mas a investigadora do Sipri esclarece que isso só acontece porque “continua dispersa” com várias empresas a ocupar lugares um pouco mais abaixo neste ranking como a italiana Leonardo, em 12º, a Aibus em 13º, a Thales em 14º ou o grupo francês Dassault, que ocupa a 17ª, mas que registou uma forte subida nas suas vendas devido às exportações do seu caça Rafale. Se estas se unissem “alcançariam o mesmo nível que as dos Estados Unidos e China”, afirma.

Nota-se ainda uma subida do grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, tornando-se a primeira empresa do Médio Oriente a alcançar os 25 maiores produtores de armas, em 22º lugar.

E uma descida das empresas russas. Há duas no ranking, a Almaz-Antey (em 15º) e a United Shipbuilding (em 25º) estão também nesta lista, mas já não estão numa posição de proeminência. Num ano aliás, produziram menos 634 milhões de dólares. Outra empresa russa, a United Aircraft, perdeu o seu lugar no ranking dos 25 maiores, com menos 1,3 bilhões de dólares em vendas num ano. Béraud-Sudreau atribui estas descidas ao facto do programa de modernização de equipamentos das forças armadas russas ter registado "forte desaceleração", às sanções da comunidade internacional impostas contra o regime russo devido à anexação da Crimeia e à queda dos preços da energia.

Por empresa, em termos de ganhos, destaca-se o maior aumento de rendimento bruto, que pertenceu à Lockheed Martin, com mais 5.1 bilhões de dólares, 11% em termos percentuais. E o maior aumento percentual, obtido pelo pelo já citado grupo francês de aviação Dassault, que foi de 105%.

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