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É ingênuo achar que vamos erradicar o coronavírus

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[O Brasil registrou 1.386 mortes de Covid-19 no sábado, 27 de fevereiro, e 61.602 casos adicionais, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país. Este foi o quinto dia consecutivo em que o país registrou mais de 1.300 mortes e 60.000 casos devido ao coronavírus. O Brasil já registra 10.517.232 casos confirmados e 254.221 mortes devido ao vírus. Ao mesmo tempo, aumentam o número de variantes do Sars-CoV-2 em circulação no Brasil que geram preocupação, por serem mais contagiosas e enfraquecerem a ação de anticorpos. ]

Autoridade epidemológica da Alemanha afirma que humanidade terá de aprender a conviver com a covid-19 e se proteger através da vacinação: "O vírus não vai embora".

Deutsche Welle, 26 de fevereiro de 2021

O novo coronavírus não será eliminado, e a humanidade terá de aprender a conviver com ele buscando se proteger por meio da vacinação, disse o chefe do Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade alemã para o controle e a prevenção de doenças infecciosas, nesta sexta-feira (26/02).

"Este vírus não vai embora", disse Lothar Wieler em entrevista coletiva. "Evidentemente, viveremos com o vírus. Vamos eliminar a gravidade da doença por meio da vacinação e da imunidade e nos proteger dela, mas não conseguiremos erradicá-la. É uma idealização ingênua."

O chefe do RKI alertou a população a ficar vigilante na manutenção do distanciamento social, uma vez que há o risco de que seja desfeito o progresso no controle dos números de novas infecções, além do perigo de desencadear uma terceira onda da epidemia de covid-19.

"Junto com os desenvolvimentos positivos, estamos vendo alguns sinais claros de mudanças na tendência", afirmou Wieler, em entrevista coletiva ao lado do ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn.

O ministro enfatizou que a campanha de vacinação na Alemanha está apresentando "os primeiros sinais de sucesso". Até agora, a grande maioria das pessoas do grupo prioritário aceitou ser vacinada. Em alguns estados, um percentual considerável dos residentes com mais de 80 anos de idade já recebeu a vacina.

E o risco de contrair a covid-19 diminuiu significativamente para este grupo. Segundo Spahn, a taxa de incidência de sete dias para pessoas com mais de 80 anos era de 200 por grupo de cem mil habitantes em fevereiro, mas agora gira em torno de 70.

Spahn afirmou também que consultórios médicos devem fazer parte da campanha de vacinação o quanto antes. Ele informou que foram realizadas conversas com atacadistas, médicos e farmácias para discutir a logística e a remuneração.

Ao contrário da tendência de queda entre os cidadãos com mais de 80 anos, a taxa de incidência de sete dias por cem mil habitantes apresentou um leve aumento. O último relatório do RKI apontou para uma taxa de 62,6 em todo o país – no dia anterior, estava em 61,7.

Preocupação com variantes e pedido por vacinação

O chefe do RKI também alertou que a variante britânica – a B117 – tem se espalhado rapidamente pela Alemanha e que ela "é muito mais perigosa, para todas as faixas etárias".

Assim como havia feito o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, no dia anterior, Wieler também pediu aos cidadãos que não recusem uma vacina. Depois de um início lento, o ritmo da vacinação na Alemanha está em ascensão. No entanto, o ceticismo prevalece entre alguns cidadãos, especialmente quanto à vacina da farmacêutica AstraZeneca.

Recentemente, autoridades alemãs expressaram crescente preocupação com o número de doses do imunizante da AstraZeneca encalhadas nos centros de vacinação. A vacina de Oxford não está liberada para pessoas com mais de 65 anos na Alemanha, e atualmente estão sendo vacinadas no país pessoas acima de 80 anos de idade e profissionais de áreas consideradas de risco, como funcionários de instalações médicas de alto risco de exposição, assim como de asilos.

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