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Insurgência do Rio apoia pré-candidatura de Luciana Boiteux

Nossa aposta é na força de milhares de mulheres que se mobilizaram pra gritar “Ele não” e que continuam resistindo aos ataques praticados por um governo genocida e misógino

· Eleições 2020

Manifesto para a pré-candidatura feminista de Luciana Boiteux como vereadora pelo PSOL Carioca

É urgente reconstruir a esperança. Nosso país passa por uma profunda crise, sentida nas mais diversas dimensões do cotidiano de trabalhadoras e trabalhadores. A pandemia escancarou as feridas mais profundas de nossa sociedade. Sob o neofascismo de Bolsonaro, enfrentamos uma autêntica política de morte, em que a vida de milhões vale menos que os lucros de uma minoria privilegiada.

Em nossa cidade, aprofundam-se a exploração, a precariedade da vida e a opressão. No Rio de Janeiro de Crivella, o conservadorismo e o fundamentalismo religioso avançam em alargar as distâncias de uma cidade profundamente desigual. A destruição dos serviços públicos municipais aumenta a vulnerabilidade da população à crise econômica e ao desamparo. Entre podres poderes, milícias, velhos e novos esquemas, não temos escolha senão resistir e criar, juntas, uma nova cidade. Uma cidade com a nossa cara.

Lutamos pelos direitos de todas as mulheres. A luta feminista segue presente na linha de frente da luta pelos direitos humanos e dos trabalhadores. Nossa aposta é na força de milhares de mulheres que se mobilizaram pra gritar “Ele não” e que continuam resistindo aos diversos ataques praticados por um governo genocida e misógino. Acreditamos em um feminismo para os 99%, que seja anticapitalista, antirracista, antifascista, transinclusivo, ecossocialista e comprometido em mover as estruturas deste modelo de sociedade que não nos serve.

Desafiamos nas ruas - e nas redes! - o conservadorismo com a coragem de quem levanta bem alto suas bandeiras e de quem não se cala diante da boçalidade machista, racista, LGBTfóbica, tão funcional às nossas elites. Permaneceremos lutando pelo fim do feminicídio, pela eliminação de toda forma de violência de gênero, pela autonomia sobre nossos corpos, pelo direito de ocupar o espaço público, pelo direito a um lar seguro, pelo direito de viver sem medo, pelo direito de sermos livres, pela vida de todas as mulheres.

Lutamos pelo direito à vida, contra a banalização da morte. A pandemia evidenciou a importância em defender o fortalecimento do SUS e o caráter 100% público dos serviços de saúde. Presenciamos Bolsonaro, Witzel e Crivella naturalizarem as mortes causadas pelo COVID-19 e seguirem com o desmonte da saúde e a exploração dos trabalhadores. Em meio à crise sanitária, é urgente combater a lógica neoliberal da privatização e da precarização, pois a saúde é um direito fundamental. Defendemos a adoção de políticas públicas que promovam a saúde da mulher, a humanização de seu atendimento, a plenitude do exercício de seus direitos reprodutivos e à maternidade e que combatam a violência obstétrica e o infanticídio.

A atenção aos usuários de drogas deve ser feita a partir da perspectiva da saúde, com políticas públicas e com um tratamento ético e que respeite a dignidade humana. Para isso, defendemos maior investimento em uma rede municipal de saúde comprometida com a atenção básica à saúde da família, que desenvolva programas de atenção em saúde mental e que leve em consideração as especificidades das mulheres, da população negra e da população LGBT, enquanto setores da sociedade que tem o acesso restrito à saúde devido às desigualdades estruturais do nosso país.

Lutamos pelo direito à educação pública e emancipatória. Defendemos a autonomia da atividade pedagógica e rejeitamos a interferência religiosa e moralista no ensino. Acreditamos que a escola possa ser um lugar de encontro, de referência das famílias dos alunos e alunas, dos trabalhadores e do território. Um espaço de aprendizado, mas também de reflexão e construção de outros sentidos e experiências. Lutamos também por uma educação inclusiva, comprometida em combater as desigualdades e discriminações no ambiente escolar e que realize debates sobre gênero, raça e sexualidade, porque queremos formar cidadãos livres e que convivam com a diversidade.

Propomos a ampliação urgente de vagas nas creches públicas, com horários integrais e noturnos, que atendam as demandas das mães e pais trabalhadores e garantam que mais crianças tenham direito a um aprendizado de qualidade na primeira infância. Além disso, estamos juntas aos que denunciam o desmonte do ensino público e da precarização do trabalho de educadores e educadoras. Rejeitamos as ameaças de Crivella de retorno às aulas presenciais, ameaçando a vida, em meio à pandemia, a serviço da hipocrisia de um “novo normal”.

Nossa democracia tem lado e tem conteúdo! Seguimos na luta por uma democracia plena, comprometida com a reparação histórica ao povo negro e aos povos originários e o desmonte das estruturas de concentração de renda e poder, com a consciência de que só assim teremos uma sociedade livre, justa e igualitária. O coração de nossa luta democrática é o combate às estruturas de desigualdade e de opressão. Denunciamos todas as ameaças golpistas dos que querem um regime político baseado no ódio e na ignorância. Combatemos a militarização da vida, dos territórios e comunidades de nossa cidade. Nos somamos à luta contra o extermínio da juventude negra, sob a retórica falida da guerra às drogas. Nosso compromisso com a promoção dos direitos humanos é uma trincheira de luta contra a truculência neofascista.

É urgente fortalecer a luta feminista e socialista no Rio, comprometida com as questões sociais e a garantia de direitos. Dos 50 vereadores cariocas, apenas 07 são mulheres e, entre essas, sabemos que pouquíssimas estão comprometidas com a luta contra o machismo e a exploração. Frente às máfias e aos grupos de interesse que hegemonizam a Câmara Municipal, queremos ser a necessária voz dissonante, ancorada em todas as lutas justas do nosso povo. Nesta conjuntura, diante das ameaças do bolsonarismo, nossa luta estará no campo frontalmente oposto ao conservadorismo e, por isso mesmo, será feminista

Acreditamos em uma política coletiva. Por isso, construímos a pré-candidatura de Luciana Boiteux à vereadora como um instrumento para construir a muitas mãos o futuro a que temos direito. O amanhã depende de dar voz, hoje, à todas e todos que lutam com coragem e esperança por um futuro de direitos.

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